sábado, 19 de agosto de 2017

Programa 06 - A historia de Almeida Sobrinho



 Almeida Sobrinho [221, 224] foi o primeiro editor pentecostal. Editou dois números de A Voz da Verdade. A imprensa sempre foi um dos recursos usados pela Assembléia de Deus do Brasil na evangelização. Em 1917, foi publicado o primeiro jornal: A Voz da Verdade. Dirigido pelo pr. Almeida Sobrinho e pelo irmão João Trigueiro. Na primeira edição trouxe a matéria de capa: Jesus é quem batiza no Espírito Santo e fogo. Depois de algum tempo, deu lugar ao Boa Semente.

Um dos hinos mais cantados da Harpa Cristã é o de número 300 cujo título “Nossa Esperança” já demonstra a temática escatológica da letra. Essa canção foi composta pelo pastor José Manoel Cavalcante de Almeida (1875-?), mais conhecido como Almeida Sobrinho, um ex-batista que na Assembleia de Deus em Belém (PA) fundou o primeiro jornal pentecostal do Brasil, o Voz da Verdade. Esse periódico circulou até 1918. Ele também editou o hinário Cantor Pentecostal, no ano de 1921. Esse pequeno livro musical foi o precursor da Harpa Cristã.[1]

Entre as composições originais e adaptações de Almeida Sobrinho está o hino “Nossa Esperança”. Essa canção das “últimas coisas” usa a música da composição “The Fight is On”, cuja letra é sobre a batalha diária do cristão e cuja autoria é da metodista norte-americana Leila Naylor Morris (1862-1929). Sobrinho fez uma letra totalmente nova para usar na adaptação[2].

Vejamos os trechos do hino “Nossa Esperança” com a respectiva análise:

Jesus, sim, vem do céu, em glória Ele vem! Ecoa a nova pelo mundo além; Oh esperança que a Sua Igreja tem! Dai glória a Deus, Jesus em breve vem! Nossa esperança é Sua vinda. O Rei dos reis vem nos buscar; Nós aguardamos, Jesus, ainda, Té a luz da manhã raiar. Nossa esperança é Sua vinda O Rei dos reis vem nos buscar; Nós aguardamos, Jesus, ainda, Té a luz da manhã raiar.

Diferente de muitas músicas escatológicas que foram produzidas nos anos 1990 e 2000 pelas chamadas “cantoras pentecostais”, essa letra não foca o desespero de quem está despreparado para a vinda de Cristo, mas está sim na centralidade da esperança e na expectativa que enche o coração de alegria. O intuito da letra não é produzir medo, mas expectação e maravilhamento.

Jesus, sim, vem, os mortos esperando estão; O gran momento da ressurreição/E do sepulcro em breve se levantarão! Dai glória a Deus, Jesus em breve vem!

Ao associar a esperança da vinda de Cristo com a esperança da ressurreição dos mortos a letra faz um casamento que a escatologia do Novo Testamento procura estabelecer o tempo todo. Ou seja, a vinda de Cristo não é apenas um grande momento para quem estará vivo no retorno do Senhor, mas também será para todos os santos mortos em qualquer tempo, em qualquer era.

Jesus, sim, vem do céu cercado de esplendor, Aniquilando a corrupção e a dor, Quebrando os laços do astuto usurpador, Dai glória a Deus, Jesus em breve vem!

Ao usar a expressão “corrupção e dor” o compositor corretamente indica que a esperança escatológica não é apenas para o fim do sofrimento físico, mas igualmente marca a vitória final sobre o domínio do pecado.

Jesus, sim, vem, completamente restaurar/O mundo que se arruína sem parar; Sim, todas as coisas vem depressa transformar/Dai glória a Deus, Jesus em breve vem!

Esse talvez seja o ponto mais alto da letra. O autor mostra a esperança que a vinda de Cristo traz não só para o indivíduo crente, mas para o próprio mundo. O mundo esse que será restaurado e transformado. “E vi um novo céu e uma nova terra”, como disse João no Apocalipse 21. Hoje há uma ansiedade na sociedade com o cuidado pela terra. Muitos, inclusive, acreditam que a pregação escatológica é uma mensagem de desprezo pelo meio ambiente e, também, uma forma de escapismo diante das responsabilidades e dos problemas deste mundo. Não, na verdade não há escapismo. Há isso sim, a consciência que nunca será possível uma completa restauração deste mundo sem a intervenção direta de Deus. Todo plano humano utópico de restauração total pelo esforço de um indivíduo, grupo ou governo desemboca em totalitarismo. Só a esperança cristã evita o mal do conformismo conservador e, também, põe um freio na violência apaixonada e cruel das mentes revolucionárias.

Jesus, sim, vem, e sempiterna adoração/Daremos nós ao Rei de coração; Ao grande autor da nossa eterna salvação, Dai glória a Deus, Jesus em breve vem!

A escatologia não é um exercício de especulação, mas de adoração. E é assim que termina esse belo hino: na esperança da adoração eterna. Vemos que essa canção é um belo resumo de uma preciosa escatologia bíblica com precisão teológica. O foco aqui está na preocupação principal da escatologia neotestamentária: a produção de corações esperançosos e de adoradores com expectação. A escatologia cristã não foi feita para criar especuladores curiosos e nem cínicos desesperançosos.  

A beleza da Harpa Cristã é uma dádiva que a Assembleia de Deus deve sempre aproveitar da melhor forma possível até a vinda do Senhor! Maranata!



Programa 05 - A historia de Rev. Walter Stillman Martin



Era um domingo pela manhã em 1904. O Rev. Walter Stillman Martin, pregador apreciado, freqüentemente convidado para séries de conferências e pregações pelas igrejas, teve um convite na cidade de Lestershire, Estado de Nova Iorque. A sua esposa Civilla, enferma e semi-inválida, e seu filho, ainda  menino, estavam com ele na cidade. De repente, piorou consideravelmente o estado de saúde de sua esposa. Que fazer? Seria prudente deixá-la sozinha somente com o menino? O Pr. Martin pensou em comunicar à igreja que seria imperativo cancelar o compromisso. Quando estava pronto para fazer a ligação, ouviu a voz do filho:” Pai, se é a vontade de Deus que você vá pregar hoje na igreja, ele não poderá tomar conta da mamãe enquanto você estiver ausente?”  O Pr. Martin não fez a ligação. Aquela voz do seu filho afastou, de repente, todo o seu temor. Sim, Deus seria capaz de cuidar dela! A voz da sua esposa ajuntou-se à do menino: ”Deus cuidará de mim.” O Pr. Martin deixou a mulher e o filho aos cuidados de Deus e foi pregar. Houve muitas conversões! Sentia a mão de Deus abençoando-o poderosamente naquele dia.  Chegando ao lar, qual a sua felicidade! O seu filho trazia na mão um envelope com uma poesia escrita no dorso com o título "Deus Cuidará de Ti”. "A pergunta que nosso filho fez e a simplicidade de sua fé me inspirou essas estrofes”, explicou Civilla. O seu marido também compartilhou as bênçãos que havia recebido. O Pr. Martin, apanhando o poema sentou-se ao órgão. Dentro em pouco estava composta a melodia. Este hino maravilhoso sobreviveu ao casal, e até hoje nosconforta em cada angústia e cada tribulação.  Walter Stillman Martin( 1862- 1935) formado na Universidade de Harvad, foi ordenado ao ministério batista, mais tarde unindo-se à Igreja Discípulos de Cristo. Tornou-se professor de Bíblia na Faculdade Cristã Atlântica, em Carolina do Norte. Casou-se com Civilla Dufee Holden, e em 1919 fixaram residência em Atlanta, Estado de Geórgia, enquanto publicou outros hinos do estilo “gospel hymns”.  Civilla Durfee Martin (1866- 1948), nascida na província de Nova Scotia, no Canadá, por muitos anos foi professora da rede pública. Recebeu educação musical. Civilla, embora nunca tivesse boa saúde, colaborou com seu marido nas suas campanhas até a morte dele.  O nome da melodia, GOD CARES (Deus Cuida),reflete a mensagem do hino composto pelo casal Martin. Foi publicado no hinário Songs of Redemption and Praise( Cânticos de Redenção e Louvor), em 1905, compilado por Martin e John A. Davis, fundador e presidente da Escola de Treinamento Prático na Bíblia em Lerstershire, Estado de Nova Iorque.   Bibliografia: Porto Filho, Manoel: História e Mensagem dos Hinos que Cantamos, Teresópolis, RJ, Casa Editora Evangélica, 1962, p 15-18

Vamos ouvir o Hino 04 - Deus Velará por ti

Fon te https://docslide.com.br/documents/harpa-crista-historia-dos-autores-e-tradutores-17-hinos.html

Programa 04 - A historia de Adriano Nobre




Adriano Nobre

   Segundo a tradição oral, Adriano Nobre foi o primeiro pastor da Assembléia deDeus no RN (o livro "História da Assembléia de Deus no Brasil" confere essa primazia a José Morais, enviado pela Igreja em Belém/PA, em 1919).   Foi seringalista no Pará, Comandante de navio da Companhia Port of Pará e falavainglês. Crente presbiteriano, depois de receber dos pioneiros a mensagem pentecostal, foi enviado a Recife para dar início à obra ali. Em 1916, chegou à Capital Pernambucana. No ano seguinte, batizou dois novos convertidos em Capibaribe (PE). Um deles a irmã Luli Ramos, recebeu o batismo no Espírito Santo, tornando-se a primeira a ter aquela experiência no Estado. Em 20 de Outubro de 1918, precisando voltar para o Pará, é substituído pelo missionário Joel Carlson, que chegava da Suécia para trabalhar especificamente em Recife(PE). 

Vamos ouvir os hinos HC003-PLENA PAZ Letra: Johnson Oatman, Jr., 1898Música: J. Howard EntwisleTradução: Adriano Nobre


Nos primeiros dias da presença de Gunnar Vingren e Daniel Berg em Belém doPará, Deus colocara em cena o irmão Adriano Nobre, que pertencia à igreja presbiteriana e morava nas ilhas. Por falar inglês, viria atuar como intérprete para os missionários. Seu primo, Raimundo, era estudante no Seminário Batista do Norte em Recife (PE). Considerado o "pai" da Assembléia de Deus em Pernambuco.   Adriano Nobre convidou-os, então, a passarem alguns meses nas ilhas. Certo dia, foi uma surpresa para os moradores do rio Tajapurú a chegada dos missionários em companhia de Adriano Nobre, que tinha propriedades no local. O local em que se hospedaram chamava-se Boca do Ipixuna. É de supor que os missionários ficassem surpresos com a mudançapara as selvas. Os missionários foram morar no mesmo quarto em que morava Adrião Nobre, irmão de Adriano, que naquele tempo ainda não era crente. Adrião, mais tarde, converteu-se, e contou que ficara impressionado com a vidade oração dos jovens missionários; a qualquer hora da noite que despertassem, lá estavam os jovens orando, a sós com Deus, em voz baixa, para não incomodar os que dormiam.  As primeiras reuniões do chamado Movimento Pentecostal em Pernambuco ocorreram em 1916. Na ocasião, o irmão Adriano Nobre, enviado pelo missionário Gunnar Vingren, do Belém do Pará, começou a celebrar cultos nas casas de evangélicos que se interessavam nas revelações dos dons espirituais e pelo Batismo com o Espírito Santo. Em uma dessas reuniões, ele conheceu um casal temente a Deus, João e Felipa Ribeiro. A partir de então, os cultos da denominada “Missão da Fé Apostólica”, ficaram fixos da residência dos irmãos, na rua Velha, nº 27, no bairro da Boa Vista. 

Vamos ouvir os hinos 10 Eu te louvo e retornamos a continuar a historia deste pastor e autor

No Ceará   0 Estado do Ceará é duplamente privilegiado: recebe, Maria de Nazaré, como os outros não-paraenses, está anelante de que seus conterrâneos conheçam amensagem do Evangelho Pleno. Ela decide começar pelos seus familiares. Eles rejeitam a pérola espiritual que Nazaré Ihes traz. Mas os presbiterianos-independentes, que já tem Cristo na vida, querem conhecê-lo melhor, e dizem: "Sim!" E tornam-se todos pentecostais. Ao retornar a Belém, Nazaré faz saber ao pastor que as novas ovelhas, em Fortaleza, esperam por um obreiro.  No ano seguinte, 1915, Gunnar Vingren vai pessoalmente informar-se do que ocorre. E constata que realmente urge tomar a providencia: envia o incansável Adriano Nobre, que, em 1922, e substituído pelo cearense Antonio do Rego Barros. Este permanece por um ano, apenas, e dá lugar a José Teixeira Rego. Teixeira estivera no Sul, e volta a liderança da igreja. Em 1929 ocorre nova troca de obreiros, e retorna Antonio do Rego Barros.   

Em Pernambuco   De Belém chega, em 1916, o infatigável pioneiro Adriano Nobre. E mais um Estado em que o Pentecoste antecede os obreiros, prova eloqüente de que com o homem e até sem ele, o Espirito Santo age e visita com fogo do alto. Crentes de igrejas tradicionais ouvem a mensagem do Evangelho Pleno, e crêem.   
No Rio Grande do Norte   Mais um crente tocado pelo Espírito Santo, em Belém do Pará, volta ao seu ponto de origem para evangelizar os conterrâneos. Trata-se de um membro da assim chamada família César, que prepara o terreno para o surgimento da igreja. Em 1918, o Pr. Adriano Nobre está em Natal, onde oficializa o trabalho eoficia o primeiro batismo, mas logo estará em outra cidade. 0 pastor que efetivamente assume a liderança local é José Paulino Estumano de Morais. 


fonte https://docslide.com.br/documents/harpa-crista-historia-dos-autores-e-tradutores-17-hinos.html


Programa 03 - Historia de James McGranahan


James McGranahan
(1840-1907)
Pseudônimo: G.M.J.
Nasceu no dia 4 de Julho de 1840 em West Fellowfield, próximo de
Adamsville, Pennsylvania, sendo de descendência irlando-escocesa. Seu pai,
George McGranahan, era fazendeiro, por isso, Kirkpatrick passou sua infância
na fazenda. Quando já tinha idade suficiente, iniciou aulas de canto e logo se
revelou como um dos mais talentosos e respeitados alunos, tendo mesmo
organizado sua própria escola de canto, já aos 19 anos de idade. Tornou-se
logo, um dos professores mais conhecidos da região. James McGranahan foi
um músico americano de muito talento e culto que viveu de 1840 a 1907. Ele
era dotado de uma preciosa voz tenor e estudou entre 1861 e 1862 com
eminentes mestres, tais como T. E. Perkins, Carlo Bassini, os quais deram
conselho para que se dedicasse à ópera. Certamente, este conselho deve ter
despertado sua imaginação, produzindo uma deslumbrante expectativa de
fama e fortuna. E ele tinha certeza o tempo todo, que só dependia dele. Em
1862 associou-se a J. G. Towner, e por dois anos fizeram concertos e turnês
pelos estados de Pennsylvania e Nova Iorque, trazendo muita satisfação no
trabalho que era desenvolvido. Continuou seus estudos, agora sob os
cuidados de Bassini, Webb, O'Neil, e outros, esmerando-se na arte de ensinar,
com o príncipe dos mestres, Dr. Geo. F. Root, a arte da regência com Carl
Zerrahn, harmonia com J. C. D. Parker, F. W. Root, e mais tarde, Geo. A.
Macfarren, de Londres. Em 1875 aceitou o cargo de gerente do Instituto
Musical Normal de Root, atuando na qualidade de Diretor e Professor por três
anos, tendo o Dr. Root como Chefe. Durante este tempo angariou destacada
reputação no seu trabalho e pelo seu brilho, na música clássica e de coral e
cânticos sabatinos publicados de vez em quando. A esta altura, seu preparo
para uma carreira de sucesso já estava consolidado. Havia se tornado um
músico culto e dotado de uma reputação que crescia a cada dia, com sua
performance solo atraindo muita atenção. Sua belíssima e rara voz de tenor
deixava seus ouvintes perplexos e maravilhados, tendo sido objeto de
propostas até de seus mestres, para que se tornasse cantor de ópera, na qual
sem dúvida, iria obter projeção e dinheiro.
Colheita para o Mestre
Mesmo as festividades do Natal, de Dezembro de 1876 não conseguiam
afastar da sua mente o bilhete que seu amigo Philip havia escrito para a ele
apenas alguns dias antes do feriado. Leu repetidas vezes e quase decidiu se
render à urgência daquela mensagem, porém, não o fez de imediato. Seus
sonhos e ambição pessoal ainda eram demasiadamente preciosos. Como
podia desistir?
McGranahan era cristão e tinha um amigo crente, que se chamava Philip Paul
Bliss, o qual estava muito preocupado com ele. Este amigo também era um
músico talentoso o qual teve muitas experiências parecidas quando foi cantor
na sua juventude. Contudo, sentiu-se tocado pela chamada do Senhor na sua
vida e rendeu-se à Ele, dedicando-se em tempo integral à sua obra. Apesar de
ser apenas dois anos mais velho do que McGranahan, Philip Bliss, com 38
anos, já tinha doze anos de dedicação ao trabalho cristão. Na época, servia
como cantor solista do evangelista Major D. W. Whittle. Ah, E como ele se
sentia tocado quando as multidões que se juntavam para as campanhas, eram
impactadas pelo mover do Espírito Santo através da música! E como almejava
que seu amigo James também tivesse essa mesma experiência! Philip Bliss e
sua esposa estavam se preparando para uma viajem para a Pensylvania para
passar o Natal em casa. Havia muito a ser feito, mas em meio a tanta agitação
e preocupações, Bliss sentiu-se estranhamente compelido a fazer uma breve
interrupção e escrever uma carta para o seu amigo, McGranahan. Pensava
muito nele, que tinha 36 anos de idade, que ainda estava estudando música e
se preparando. Preparando-se para o que? Para ser cantor de ópera ou para
servir ao Senhor? Na medida em que escrevia, Bliss orou para que o Senhor
entregasse à ele as palavras corretas. Ele sabia que Deus tinha um plano na
vida de James e tinha um desejo muito grande no seu coração, que ele
tomasse a decisão correta. Finalmente, a carta ficou pronta. Necessitando de
coragem e aprovação para o que estava escrito, leu a carta para o Major
Whittle. No texto, ele comparava a longa formação musical de McGranahan, à
um homem afiando sua foice para a colheita. O ponto culminante do assunto,
foi quando escreveu:
"Pare de afiar a foice e venha colher para o Mestre!"
A carta foi enviada e logo alcançou seu destino. As palavras tocaram James
McGranahan como nunca tinha acontecido antes. Não conseguia pensar em
nada mais.
"Colher para o Mestre... colher para o Mestre... colher para o Mestre!"
Dia e noite as palavras estavam diante dele. Uma semana mais tarde, dia 19
de Dezembro de 1876, o homem que havia escrito estas palavras estava
morto. O trem em que viajava Philip Paul Bliss e sua esposa, com destino a
Chicago, onde tinha um compromisso para cantar no Tabernáculo Moody,
sofreu um acidente na ponte Ashtabula, Ohio. A composição caiu de uma altura
de 20 metros e pegou fogo. Entre as 100 pessoas que pereceram no desastre,
estava o cantor evangélico, de 38 anos de idade, Philip P. Bliss e sua esposa.
Assim que ficou sabendo da tragédia, James McGranahan foi imediatamente
para o local do acidente. Foi alí que encontrou, pela primeira vez, o Major
Whittle. Mais tarde o evangelista iria se recordar daquele momento:
"Aqui, na minha frente, está o homem que Bliss escolheu para ser seu
sucessor."
Os dois homens fizeram a viajem de volta para Chicago, juntos. Na viajem,
conversaram muito. Antes de chegar a Chicago, James McGranahan decidiu
entregar sua vida, seus talentos e tudo o que tinha para servir ao Senhor. Ele
decidiu
"colher para o Mestre!"
O mundo evangélico perdeu uma estrela naquele dia do acidente, mas o
cristianismo ganhou uma de suas mais doces vozes evangélicas. James
Granahan foi grandemente abençoado e usado nas campanhas evangelísticas
nos Estados Unidos, Inglaterra e Irlanda.
Faleceu no dia 9 de Julho de 1907 em Kinsman, Ohio, onde se encontra
enterrado. São suas as melodias dos seguintes hinos da Harpa Cristã, dentre
outras:
001-Chuvas de graça
046-Um pendão real 074-Cristo virá 146-Caminho Brilhante 406-À sombra do
meu Redentor 409-Trabalhadores do evangelho 412-Jesus Cristo, bem amado
420-O que busca ansioso? 507-Jesus salva

fonte https://docslide.com.br/documents/harpa-crista-historia-dos-autores-e-tradutores-17-hinos.html